domingo, 22 de maio de 2011

Entidades denunciam à ONU intimidação feita por consórcio responsável por Belo Monte


BRASÍLIA

O consórcio Norte Energia S.A, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, está sendo acusado de intimidar agentes do Poder Judiciário contrários ao início das obras. Entidades brasileiras de direitos humanos encaminharam a denúncia à Relatoria Especial para a Independência e Autonomia Judicial da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo as entidades que assinam o ofício enviado na última sexta-feira (20) à relatora especial, a brasileira Gabriela Carina Knaul de Albuquerque, a empresa está pressionando funcionários da Justiça que defendem as medidas necessárias para prevenir ou amenizar os impactos ambientais decorrentes da obra.

A denúncia foi motivada pela representação feita pelo consórcio contra o procurador Felício Pontes Júnior no Conselho Nacional do Ministério Público. A empresa pede que Pontes seja afastado do acompanhamento do assunto. O motivo é a publicação pelo procurador, em um blog, de informações e considerações pessoais sobre os processos judiciais envolvendo o projeto de construção da usina. O blog pode ser acessado a partir do próprio site do Ministério Público Federal no Pará (www.prpa.mpf.gov.br). Na representação, a Norte Energia pede que o link seja retirado do site institucional.

“Compreendemos que essa representação disciplinar e o requerimento de censura constituem nova intimidação às funções da Justiça, o que configura reiterada afronta à autonomia e independência do Ministério Público Federal no Pará e de seus procuradores no exercício de suas funções”, sustentam as 14 organizações que assinam a denúncia, entre elas a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Justiça Global, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Movimento Xingu Vivo para Sempre, que, sozinho, representa cerca de 250 entidades sociais e ambientalistas da região de Altamira e das áreas de influência do projeto da hidrelétrica.

Os movimentos sociais lembram que, desde o ano passado, vêm alertando a ONU e demais autoridades sobre as tentativas do consórcio e do próprio governo federal de inibir a atuação independente dos procuradores do Ministério Público Federal no Pará.

Composta por empresas estatais, privadas, empreiteiras, fundos de pensão, fundos de investimento e consumidores, a Norte Energia disse que não vai comentar o assunto. Já o procurador da República no Pará, Ubiratan Cazzeta, disse desconhecer o teor da denúncia, mas reconheceu a existência de episódios, inclusive envolvendo a Advocacia-Geral da União (AGU) que, segundo ele, “não podem ser considerados normais em uma discussão judicial”.

“É natural que uma obra complexa como essa gere momentos de tensão, com visões distintas, mas o que houve de peculiar foi a manifestação [em 2010] do advogado-geral da União ameaçando propor ações de improbidade contra membros do ministério por eles terem movido ações contra [a concessão do] licenciamento [prévio], sob a alegação infundada de que eles estariam defendendo interesses pessoais e não atuando como agentes do Estado”, afirmou Cazzeta à Agência Brasil.

Segundo ele, as ações acabaram não sendo impetradas, mas isso gerou pressão por meio da imprensa e de notas oficiais.

Para o procurador, o argumento da Norte Energia de que Felício Pontes Júnior defende causa pessoal ao divulgar sua opinião em artigos publicados no blog reproduzido no site do ministério é infundado.

“O blog reproduz o entendimento de um dos membros do ministério que retrata o que, em diversas fases ao longo dos últimos dez anos, caracteriza uma violência a diversos direitos básicos da sociedade brasileira. Não há, portanto, uma distorção ou o uso de um site público”, concluiu Cazzeta.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

VEJA COMO VAI FICAR O MAPA DO BRASIL

quarta-feira, 18 de maio de 2011

AÇÕES ANTECIPATÓRIAS SIGNIFICA O QUE?

AS ações antecipatórias necessárias para o recebimento de trabalhadores para o início da construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu, já foram atendidas pela Norte Energia, segundo o seu diretor Socioambiental, Antonio Coimbra. Ao todo, foram empenhados cerca de R$ 100 milhões em obras voltadas para as áreas de Saúde, Educação e Segurança, sendo que R$ 50 milhões já foram efetivamente pagos.
De acordo com dados apresentados pela Norte Energia durante workshop para jornalistas realizado nesta terça-feira, em Brasília, para todo o período de construção, o montante previsto em ações socioambientais é de R$ 3,7 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões referentes ao Plano Básico Ambiental (PBA) e R$ 500 milhões, no Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS). “Todas as ações antecipatórias relacionadas a salas de aula, postos de saúde e segurança que foram gastos no momento são suficientes para a atração populacional do início da obra”, disse Coimbra.

Coimbra frisou que a previsão é de que sejam contratados 18,7 mil trabalhadores para a obra, acompanhadas de aproximadamente 54 mil pessoas, entre familiares dos contratados. “Até abril, foram cadastradas 10.887 pessoas nos balcões para empregados em Belo Monte, sendo que apenas 1,1% são migrantes”, destacou Coimbra. Os dados apontariam, assim, baixo índice de atração populacional, justificando o valor aplicado em ações antecipatórias até o momento.
Em relação aos aspectos de engenharia do projeto, o diretor de Construção e Engenharia, Luiz Rufato, destacou que Belo Monte é viável economicamente porque está interligado ao Sistema Elétrico Brasileiro. Com isso, a grande quantidade de energia que venha a ser produzida no período de cheia do rio poderá ser armazenada e compensar a diminuição da produção durante a seca. “Já houve períodos em que a vazão do Rio Xingu caiu 400 m³/s. Com a barragem, a menor vazão será de 700 m³/s”, explicou.
Rufato também esclareceu que as alterações realizadas no projeto consideraram os aspectos ambientais e estão de acordo com as normas vigentes. “A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) permite algumas modificações. O sistema brasileiro tem todas as normas que dá a garantia de aprovação e realização dessas alterações”, disse. Um exemplo seria a construção de um canal, em vez de dois, para desviar a água do Rio Xingu em direção às turbinas. De acordo com Rufato, a elevação do aproveitamento das turbinas permitiu essa redução, para priorizar a diminuição nos impactos na região.
Quanto à liberação da Licença de Instalação (LI), a Norte Energia afirmou aguardar a análise do Ibama, destacando que a ideia é aproveitar o período de seca, no segundo semestre, para dar início às obras. “Dependendo de quando a licença de instalação sair, podemos reavaliar este cronograma”,

disse.

RETA FINAL PARA O INICIO DE BELO MONTE

AGORA VAI




terça-feira, 17 de maio de 2011BELO MONTE: ÚLTIMA VISTORIA DO IBAMA ANTES DE EMISSÃO DE LICENÇA
Os técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) realizaram, este mês, aquela que pode ser a última vistoria antes de uma possível emissão de licença que autoriza a instalação definitiva das obras de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará.

Segundo o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, a vistoria foi feita entre os dias 12 e 14 de maio e o órgão agora aguarda o parecer dos técnicos que examinaram a região. Ele preferiu não citar uma data para a emissão da licença definitiva da obra.

A usina terá capacidade para gerar 11,2 mil megawatts (MW) e será a segunda maior hidrelétrica do Brasil, atrás apenas de Itaipu (14 mil MW), que é metade paraguaia. O projeto, porém, é contestado por comunidades indígenas da região e por ambientalistas e foi questionado por diversas vezes na Justiça.

No final de abril, o governo brasileiro enviou uma resposta à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre pedidos de suspensão do projeto.

O documento, que não teve o teor revelado, foi enviado após a CIDH ter pedido a suspensão da usina para a realização de consulta e estudos de impacto ambiental a comunidades indígenas. O governo brasileiro chegou a chamar de "precipitadas e injustificáveis" as solicitações para que o projeto da hidrelétrica fosse suspenso.

Nesta terça-feira, o presidente do Ibama afirmou que o documento produzido após a vistoria da semana passada será "o último relatório, se forem satisfeitas as condições" para o prosseguimento da obra.

Em 26 de janeiro, o Ibama liberou uma licença de instalação inicial do canteiro de obras de usina. O que o consórcio Norte Energia, responsável pelo projeto, busca agora é a autorização para construir todo o empreendimento.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


Governo espera que licença de Belo Monte saia em fevereiro
07 de janeiro de 2011  14h25

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O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, previu nesta sexta-feira que em fevereiro serão aprovadas as permissões para iniciar as polêmicas obras da represa de Belo Monte, que será erguida na Floresta Amazônica.
"Estávamos receosos de que houvesse um atraso maior" para iniciar as obras da qual será a terceira maior represa hidrelétrica do mundo, atrás da chinesa de Três Gargantas e da de Itaipu, compartilhada por Brasil e Paraguai, disse Lobão em entrevista coletiva.
Segundo grupos ambientais opostos ao projeto, a construção da represa de Belo Monte ocasionará um grande prejuízo ambiental e forçará o deslocamento de cerca de 50 mil pessoas que vivem na região do rio Xingu, no Pará.
Lobão sustentou que o Ministério do Meio Ambiente garante que não haverá problemas com as autorizações e voltou a negar o impacto ecológico do projeto, definido como um dos "mais importantes" para o setor elétrico nacional.
Também explicou que o Governo de Dilma Rousseff, que assumiu o poder em 1º de janeiro, seguirá adiante no desenho de uma nova política no setor de mineração, que está sendo preparada desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As reformas propostas limitariam o tempo de concessão das minas às empresas privadas e também estabeleceriam um novo sistema de distribuição do lucro, mas Lobão esclareceu esses assuntos ainda não estão definidos.
Reiterou, além disso, que o Governo propõe continuar com o plano para a construção de quatro novas usinas nucleares. Duas serão instaladas no Nordeste e outras duas no Sudeste.
Além disso, Lobão ratificou que a Petrobras avançará sozinha na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apesar de o projeto inicial ter sido apresentado como uma sociedade com a venezuelana PDVSA

sábado, 25 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO PAZ, SAUDE,FELICIDADES

OBRIGADO A TODOS  PELAS ORAÇÕES.

Saiba como escolher uma boa faculdade!

Foto: Dreamstime
Foto: Graduada

Um em cada seis universitários frequenta curso de baixa qualidade


Com a queda das mensalidades e o financiamento estudantil, nunca foi tão fácil fazer faculdade. Mas atenção: um em cada seis universitários frequenta curso de baixa qualidade. Isso significa que 680 mil pessoas estão em faculdades que tiveram notas baixas em exames de avaliação, não têm professores com formação adequada e não contam com uma boa infraestrutura.

Para saber se seu curso é fria, entre no site do Ministério da Educação (MEC) e siga nossas orientações abaixo.
Para ler, clique nos itens abaixo:
Como checar se a faculdade é boa!
1. Em http://emec.mec.gov.br, escolha "consulta textual", escreva o nome da instituição e clique no botão "consultar". 2. Na parte inferior da página, aparecerá o nome da faculdade e um número de IGC, que vai de 1 a 5. Esse número mostra a média de todos os cursos da instituição: se for 1 ou 2, o curso é ruim. 3. Ao clicar no nome da instituição, você irá para uma nova página. Vá para "relação de cursos" e escolha um deles na lista. Dois indicadores irão aparecer na tela: o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que mede o quanto os alunos aprenderam, e o CPC (Conceito Parcial do Curso) que também considera a infraestrutura e a formação dos professores. As duas notas vão de 1 (pior) a 5 (melhor).              PERGUNTAS PRINCIPAIS                                                                                                                                                           Se o curso não aparece no sistema, ele não é autorizado? Confira qual é o nome oficial do curso. Se, mesmo assim, não encontrá-lo, ele pode estar em análise para receber autorização. O curso escolhido não tem indicadores. O que isso quer dizer? Que o curso ainda não foi avaliado pelo MEC. Neste caso, conte apenas com o número do IGC (Índice Geral de Cursos). O IGC Contínuo é mais detalhado - quanto mais perto o número estiver de 400, melhor. O IGC Faixa resume a nota em ruim (até 2), adequada (3) e boa (4 ou 5). O aluno pode ficar sem diploma se o curso tiver nota baixa? Não. Mesmo que o curso precise ser encerrado, os alunos atuais poderão concluir a formação e pegar seu diploma normalmente. Faculdades ou universidades mal avaliadas também têm o direito de participar do Programa Universidade para Todos (Prouni)? Sim. Como as instituições de ensino superior têm um prazo para se adequar às exigências do MEC, podem oferecer bolsas enquanto o processo aguarda tramitação no ministério

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

FELICIDADE COMPARTILHADA COM MEUS ALUNOS- PREMIO MELHOR BLOG EDUCATIVO

Autor do Blog tendo ao fundo o Xingu
A nossa felicidade é muito grande por ter nosso blog  sido  escolhido  como o melhor,  pelo NTE núcleo de Altamira. Mais vale lembrar que  isso só foi possível graças a você que no dia a dia acessa e participa alem de nos da força e encorajar para prosseguir, esse premio divido com cada um dos meus alunos e só posso dizer muito obrigado.Jota Marcelino.

CENSO IBGE 2010 PARA O ESTADO DO PARÁ - DADOS ATUALIZADOS


População em 2010 População em 2000
Abaetetuba 139.749 119.152
Abel Figueiredo 6.752 5.957
Acará 53.435 52.126
Afuá 34.707 29.505
Água Azul do Norte 24.980 22.084
Alenquer 51.326 41.784
Almeirim 33.301 33.957
Altamira 94.624 77.439
Anajás 24.332 18.322
Ananindeua 456.316 393.569
Anapu 20.242 9.407
Augusto Corrêa 40.469 33.011
Aurora do Pará 26.427 19.728
Aveiro 15.261 15.518
Bagre 23.820 13.708
Baião 36.574 21.119
Bannach 3.409 3.780
Barcarena 94.641 63.268
Belém 1.351.618 1.280.614
Belterra 16.313 14.594
Benevides 51.104 35.546
Bom Jesus do Tocantins 15.184 13.106
Bonito 13.630 9.814
Bragança 112.285 93.779
Brasil Novo 15.401 17.193
Brejo Grande do Araguaia 7.300 7.464
Breu Branco 52.422 32.446
Breves 92.283 80.158
Bujaru 25.700 21.032
Cachoeira do Arari 20.311 15.783
Cachoeira do Piriá 26.333 15.437
Cametá 120.897 97.624
Canaã dos Carajás 26.188 10.922
Capanema 62.454 57.119
Capitão Poço 50.774 49.769
Castanhal 168.559 134.496
Chaves 18.242 17.350
Colares 11.368 10.632
Conceição do Araguaia 44.983 43.386
Concórdia do Pará 28.208 20.956
Cumaru do Norte 10.391 5.978
Curionópolis 18.212 19.486
Curralinho 28.343 20.016
Curuá 12.183 9.224
Curuçá 33.358 26.160
Dom Eliseu 51.138 39.529
Eldorado dos Carajás 31.432 29.608
Faro 7.858 10.037
Floresta do Araguaia 17.002 14.284
Garrafão do Norte 24.902 24.221
Goianésia do Pará 30.437 22.685
Gurupá 29.017 23.098
Igarapé-Açu 35.677 32.400
Igarapé-Miri 57.640 52.604
Inhangapi 9.331 7.681
Ipixuna do Pará 51.453 25.138
Irituia 31.151 30.518
Itaituba 95.210 94.750
Itupiranga 50.779 49.655
Jacareacanga 13.597 24.024
Jacundá 50.441 40.546
Juruti 46.560 31.198
Limoeiro do Ajuru 25.005 19.564
Mãe do Rio 27.735 25.351
Magalhães Barata 8.115 7.693
Marabá 224.014 168.020
Maracanã 28.291 27.571
Marapanim 26.418 24.718
Marituba 108.223 74.429
Medicilândia 26.441 21.379
Melgaço 24.526 21.064
Mocajuba 26.686 20.542
Moju 68.070 52.941
Monte Alegre 54.238 61.334
Muaná 33.979 25.467
Nova Esperança do Piriá 20.124 18.893
Nova Ipixuna 14.605 11.866
Nova Timboteua 13.644 11.406
Novo Progresso 24.820 24.948
Novo Repartimento 58.553 41.817
Óbidos 47.938 46.490
Oeiras do Pará 28.595 23.255
Oriximiná 61.125 48.332
Ourém 16.188 14.397
Ourilândia do Norte 27.511 19.471
Pacajá 38.895 28.888
Palestina do Pará 7.411 7.544
Paragominas 97.459 76.450
Parauapebas 149.411 71.568
Pau D'Arco 6.027 7.124
Peixe-Boi 7.800 7.760
Piçarra 12.703 12.671
Placas 23.806 13.394
Ponta de Pedras 25.838 18.694
Portel 52.121 38.043
Porto de Moz 33.926 23.545
Prainha 28.950 27.301
Primavera 10.221 9.718
Quatipuru 12.402 10.905
Redenção 72.908 63.251
Rio Maria 17.590 17.498
Rondon do Pará 46.944 39.870
Rurópolis 40.014 24.660
Salinópolis 37.367 33.449
Salvaterra 20.027 15.118
Santa Bárbara do Pará 17.031 11.378
Santa Cruz do Arari 8.115 5.255
Santa Isabel do Pará 59.386 43.227
Santa Luzia do Pará 19.403 19.400
Santa Maria das Barreiras 17.162 10.955
Santa Maria do Pará 23.031 20.850
Santana do Araguaia 53.871 31.218
Santarém 291.122 262.538
Santarém Novo 6.131 5.434
Santo Antônio do Tauá 26.538 19.835
São Caetano de Odivelas 16.836 15.595
São Domingos do Araguaia 22.983 20.005
São Domingos do Capim 29.802 27.405
São Félix do Xingu 90.908 34.621
São Francisco do Pará 15.018 14.245
São Geraldo do Araguaia 25.306 27.646
São João da Ponta 5.265 4.035
São João de Pirabas 20.596 17.484
São João do Araguaia 12.232 12.247
São Miguel do Guamá 51.428 41.366
São Sebastião da Boa Vista 22.758 17.664
Sapucaia 5.047 3.796
Senador José Porfírio 12.743 15.721
Soure 22.849 19.958
Tailândia 79.282 38.435
Terra Alta 10.243 8.261
Terra Santa 15.057 14.592
Tomé-Açu 55.538 47.273
Tracuateua 27.442 22.743
Trairão 15.985 14.042
Tucumã 33.084 25.309
Tucuruí 96.343 73.798
Ulianópolis 43.345 19.254
Uruará 51.167 45.201
Vigia 47.845 40.176
Viseu 56.030 51.090
Vitória do Xingu 11.726 11.142
Xinguara 40.558 35.220
Total: Pará 7.443.904 6.192.307
Total: Região Norte 15.484.929 12.900.704



FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA
RESOLUÇÃO No- 6, DE 3 DE NOVEMBRO DE 2010

O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE, no uso de suas atribuições, e em cumprimento ao que determina o Art. 102 da Lei N° 8.443, de 16 de julho de 1992, resolve: Art. 1º Divulgar, nesta data, a relação das populações dos 26 Estados e dos 5.565 municípios brasileiros, incluindo o do Distrito Federal, constantes da lista anexa, para os fins previstos no inciso VI do Art. 1º da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992. Art. 2º Os dados constantes da lista anexa são provenientes do Censo Demográfico 2010, com data de referência em 1º de agosto de 2010, e representam a população recenseada até 31 de outubro de 2010, tendo sido visitados 67.275.459 domicílios no território nacional. Art. 3º Fica mantido o prazo de 20 (vinte) dias, de 05 a 24 de novembro de 2010, para os interessados apresentarem reclamações fundamentadas ao IBGE, que decidirá conclusivamente, conforme previsto no artigo 102 da Lei N° 8.443, de 16 de julho de 1992. Art. 4º Os resultados da lista anexa foram apresentados às respectivas Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE), de cada município. Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
SÉRGIO DAS COSTA CÔRTES
Em exercício

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

IBGE MOSTRA DISPARIDADES NO BRASIL

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta segunda-feira, os primeiros dados do Censo 2010. Ao longo dessa semana vou trazer algumas listas interessantes sobre o assunto e para começar confira os dez estados onde têm mais homens e mulheres:
Mulheres:
1º. Santos - SP: 54,25%
2º. Recife - PE: 53,87%
3º. São Caetano do Sul - SP: 53,85%
4º. Olinda – PE: 53,76%
5º. Niterói – RJ: 53,69%
6º. Porto Alegre – RS: 53,61%
7º. Aracaju – SE: 53,53%
8º. Águas de São Pedro – SP: 53,50%
9º. Salvador – BA: 53,33%
10º. João Pessoa – PB: 53,32%
Homens:
1º. Balbinos - SP: 82,20%
2º. Pracinha
– SP: 72,83%
3º. Lavínia – SP: 70,46%
4º. Iaras – SP: 65,81%
5º. Reginópolis – SP: 63,93%
6º. Álvaro de Carvalho – SP: 63,63%
7º. São Pedro de Alcântara – SC: 63,57%
8º. Marabá Paulista – SP: 63,34%
9º. Guareí – SP: 61,29%
10º. Serra Azul - SP: 61,04%
Fonte: IBGE

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Minha saúde minha vida

  • Estive por um tempo fora de órbita devido a problemas de saúde, durante toda minha vida dei mais valor ao trabalho que as outras coisas mais simples como familia, amigos após o enfarto em minha vida me fez ver o dia a dia por outro prisma sei que jamais serei o mesmo do passado talvez serei um pouco melhor pois é isso que buscarei viver com qualidade de vida,pois o que aconteceu comigo foi muito sério agradeço a Deus por vivo eu está.Quero agradecer aos amigos pela preucupação e carinho para comigo com ajuda das orações de todos sei que vencerei.Obrigado jota Marcelino Belem /novembro /2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

AMAZÔNIA : PARA OS 3º ANOS - COMENTE

Pará é um dos estados mais atingidos por incêndios, diz Inpe

30 de agosto de 2010

G1


BELÉM - Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o estado do Pará é um dos estados mais atingidos pelos incêndios florestais em todo o País. Segundo o órgão, a temporada de queimadas, que começou em junho, deve seguir até novembro.

O sudeste do estado é a região mais afetada pelas queimadas no Pará, que destroem rebanhos e lavouras, além de regiões de serra e áreas de preservação. Em São Félix do Xingu é uma das cidades onde a situação é mais crítica. No município, os focos de incêndio formam uma cortina de fumaça sobre a floresta.

Multas

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, 79 fazendeiros foram multados por queimadas irregulares desde julho no Pará.

O Corpo de Bombeiros do Pará afirma que 250 homens atuam no sudeste do estado para combater as chamas, com a ajuda de equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo o Ibama, além do Pará, os estados em que a situação é mais grave, atualmente, são Tocantins, Mato Grosso e Rondônia.

- O grande problema são as queimadas para a agricultura, para consolidar e implantar a pecuária, renovar pastos. Essa tecnologia rudimentar, com a baixa umidade relativa do ar, causa muitos transtornos e não dá para pensar em queimar -, diz Luciano Meneses Evaristo, diretor de proteção ambiental do Ibama.

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O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL: PARA OS 2ºANOS COMENTE O TEXTO

Desenvolvimento Industrial

O desenvolvimento industrial brasileiro tem sido significativo nas duas últimas décadas. Entre 1947 e 1960, no auge do processo de substituição de importações, foi alcançada notável taxa de expansão do setor industrial. Após 1960, entretanto, diminuiu o ritmo da expansão industrial, tendo em vista o fato de que a infra-estrutura econômica existente não mais sustentava a mesma alta taxa de crescimento.

De 1964 em diante, as autoridades federais adotaram um programa abrangente para superar esses obstáculos e proporcionar uma situação econômica voltada à expansão e à renovação do setor industrial, público e privado. Nos últimos 25 anos, o Brasil obteve sucesso na diversificação e expansão da produção de bens manufaturados e de consumo durável. Além disso, estabeleceu indústrias tecnologicamente sofisticadas, especialmente no campo das telecomunicações, processamento eletrônico de dados, biotecnologia e novos materiais. Quatro setores-chave, como o do aço, o automotivo, o petroquímico e o de serviços públicos, tiveram papel decisivo não só no desenvolvimento do setor industrial, mas também na expansão da economia como um todo.

Desenvolvimento Energético Brasileiro

Petróleo e Petroquímica

Até 1953, a produção de petróleo bruto no Brasil era de cerca de 2.000 barris por dia e a capacidade interna de refino não superava o dobro desse total, tornando o País muito dependente de importações. Naquele ano, após longos e difíceis debates, o Congresso Nacional votou a criação da companhia estatal de petróleo - Petrobras. Por ter direitos exclusivos para exploração e produção de petróleo, a Petrobras rapidamente iniciou a identificação de reservas de óleo comercialmente viáveis, como empreendimentos auto-sustentáveis de larga escala, tendo sido permitido às empresas privadas participações no refino e na distribuição. No início de 1990, impulsionado pela primeira crise mundial de petróleo na década de 70, o Brasil havia triplicado sua produção de petróleo, alcançando, em julho de 1994, a produção de 690 mil barris/dia, tornando-se, também, auto-suficiente no que se refere ao refino. Em 1995, essa produção chegou a 713 mil barris/dia, em 1996 foi de 806 mil barris/dia, tendo sido de 866 mil barris/dia no ano de 1997. A previsão para dezembro de 1998 é de que seja alcançada a produção recorde de 1,2 milhão de barris/dia de petróleo no País. Geração de Energia

A hidroeletricidade, a lenha e os produtos da cana-de-açúcar contribuem para uma alta participação das fontes renováveis na Matriz Energética Brasileira, correspondendo 58% da Oferta Interna de Energia-OIE. A fonte precípua de energia elétrica é a hidroeletricidade, tendo em vista que o País possui rios de grande volume e, por outro lado, reservas de petróleo e carvão relativamente pequenas.

Dotado de potencial hidroelétrico estimado em cerca de 260 milhões de kilowatts, o Brasil tem investido maciçamente no planejamento e na construção de barragens, para atender à demanda de energia de uma economia em rápido crescimento. A primeira usina hidrelétrica começou a operar no País no início de 1889, com geração de 250 kilowatts, o que representava metade de toda a termoeletricidade gerada na época. Em 1996, a proporção tornou-se bem diferente: 92% de toda energia elétrica gerada era hidrelétrica, e o restante era térmica e geotérmica. Em 1997, 54.970 milhões de kilowatts originaram-se de usinas hidroelétricas, enquanto 4.790 milhões foram gerados em fontes térmicas.

Em 1962, a capacidade de produção energética instalada no Brasil era de 5,8 milhões de kilowatts. Essa capacidade aumentou para 6,8 milhões de kilowatts em 1964, 17,6 milhões em 1974, 37,3 milhões de kilowatts em 1985 (quando apenas 8 turbinas operavam em tempo integral no complexo da hidrelétrica de Itaipu) e 63 milhões de kilowatts em 1997. Em dezembro de 1998, o setor elétrico dispunha de aproximadamente 65 milhões de kilowatts em operação. A capacidade instalada de geração de energia elétrica mais que quintuplicou entre 1970 e 1997.Setor Industrial

Indústria Automotiva

Os renovados dinamismo e modernização da indústria automotiva brasileira são em grande parte atribuídos à liberalização comercial que teve início em 1990, à apresentação de modelos de economia em 1993 e ao lançamento do Plano Real em julho de 1994. Entre 1990 e 1997, o Brasil passou de décimo a oitavo produtor mundial de veículos motores. Entre 1994 e 1997, a produção de automóveis cresceu de 1,4 milhão a 2 milhões de unidades. Em 1997, a indústria nacional de automóveis auferiu quase 5 bilhões de dólares de exportações; os veículos motores foram responsáveis por cerca de 10% do valor total de exportações brasileiras no ano. Em 1997, aproximadamente 64% dos veículos exportados o foram para os membros do Mercosul, sendo a Argentina o maior recipiente, com participação de 75% das exportações dirigidas ao mencionado mercado comum. As importações de veículos montaram a mais de 303.000 unidades, das quais 85% foram importadas por fabricantes e 15% por comerciantes. Em 1998, as exportações totalizaram mais de 5 bilhões de dólares, e as importações, perto de 5,4 bilhões de dólares.

Indústria Aeronáutica

Em 1899, quatro anos antes de Willbur e Orville Wright voarem em um aparelho mais pesado que o ar, em Kitty Hawk, Carolina do Norte, Alberto Santos Dumont, um brasileiro, pilotou um dirigível que decolou da pista do Aero Clube da França, circulou a Torre Eiffel e retornou para sua base em 29,5 minutos. Foi um percurso de 11 km. Em 1906, diante de várias testemunhas e grande multidão em Paris, Santos Dumont foi agraciado com a Taça "Prêmio Archdeacon", ao voar em um aparelho motorizado, mais pesado que o ar, por cerca de 250 metros.

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ÉTICA E POLÍTICA
Manfredo Araújo *
A questão das relações entre ética e política se transformou na questão número um do debate nacional a partir das denúncias de corrupção no ano passado. Este debate tem certamente méritos e é de fundamental importância para a vida nacional, mas é marcado por uma visão muito unilateral do fenômeno político. Ele dá a entender que tudo seria maravilhoso se nossos governantes possuíssem um conjunto de virtudes que atestassem seu bom caráter do qual dependeriam a paz e a ordem social. Perde-se assim uma das intuições fundamentais do pensamento político ocidental desde seus primórdios: o que é decisivo para a ética na política não são simplesmente as virtudes privadas dos governantes, mas o ordenamento institucional, porque é dele que depende se os cidadãos têm acesso ou não a seus direitos universais.
Por esta razão, a questão da corrupção não pode ser reduzida a um problema específico da esfera individual. Desde os gregos, que inauguraram o pensamento político ocidental, falar de ética na política não significava apenas uma consideração crítica frente às ações privadas dos cidadãos, mas sobretudo da configuração das relações sociais segundo princípios de justiça. A partir desta ótica falar de ética na política significa hoje para nós compreender que é tarefa do Estado garantir a participação popular na gestão da coisa pública através da criação de mecanismos permanentes de participação direta da população e da constituição de comitês populares para acompanhar e fiscalizar as atividades e as obras do Estado. Só assim será possível assegurar e ampliar os direitos sociais e enfrentar a questão básica que nos marca secularmente, a questão da desigualdade e da exclusão social. Isso implicaria uma reversão das prioridades no que diz respeito às políticas públicas, passando para o primeiro plano as que visam assegurar oportunidades de emprego e salário justo e os meios necessários para uma vida digna entre as quais em nossa situação específica se vão situar o acesso à terra e ao solo urbano como também moradia e saneamento para todos. Nesta perspectiva se revela como intrinsecamente corrupta uma política macroeconômica que transfere para os banqueiros a riqueza produzida por toda a nação e que impede a universalização do acesso a estes meios.
Claro que neste contexto é muito importante ter presente de que a corrupção individual e social não começou no atual governo, mas lamentavelmente se transformou num elemento estrutural do exercício do poder e da cultura política que nos marca. Por isto, não espanta e nem causa indignação a muitos o fato de que nossos partidos políticos não tenham defendido no parlamento de modo consistente as reformas e as políticas públicas que tornariam o país menos vulnerável seja à corrupção individual seja à continuidade de uma configuração iníqua da vida coletiva, porque marcada por um conjunto de instituições que sustentam as diferentes formas de exploração e de degradação da vida humana. Para além das virtudes pessoais dos governantes, o que realmente pode garantir a ética na política é a existência de instituições sólidas e de mecanismos de administração transparente, que sejam capazes de garantir os direitos universais do cidadão assim também como a existência de meios de comunicação livres, independentes, e de organismos de controle social que acompanhem o exercício do governo. O grande desafio do momento é que, sejamos capazes de ir além de uma crítica moralizante à corrupção pessoal, que facilmente é acompanhada de enorme hipocrisia, e nos empenhemos com seriedade numa crítica cívica às instituições e às políticas públicas.
*Filósofo, professor da Universidade Federal do Ceará/UFC