Um olhar mais apurado sobre Altamira, cidade do sudeste paraense com população estimada em 100 mil habitantes, é capaz de revelar detalhes importantes sobre o município que mais será afetado, econômica e socialmente, pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Um deles em especial, no entanto, direciona para o caminho da preocupação. O município, definitivamente, não está preparado para receber o exército de 100 mil novos moradores que devem se instalar na região, nos próximos dez anos.
A estimativa do excedente populacional em Altamira a partir de Belo Monte está prevista nos estudos de impactos ambientais realizados sobre o projeto. Mesmo para quem já mora na cidade, o acesso a serviços básicos como água potável, saneamento e pavimentação ainda são escassos. Em tempos de chuva, como atualmente, o município padece com ruas alagadas e sujas pela piçarra que beira o asfalto das principais vias. "Lavo o carro todo dia, depois do expediente. Se não for assim, fica difícil arrumar passageiro. Ninguém gosta de andar em carro sujo, não é?", diz o taxista Marcelo Trumier, no caminho entre o aeroporto de Altamira e o hotel.
A rede hoteleira da cidade também precisa ser melhorada. Os poucos leitos disponibilizados pelo setor no município precisam ser triplicados nos próximos cinco anos. Os que já existem também precisam ser melhorados. "A impressão é de que a cidade ainda não tem noção do que realmente está por vir. Muita gente ainda não entendeu o que vai significar a construção da usina (de Belo Monte) em Altamira", comenta Ana Paula Souza, coordenadora-geral da Fundação Viver, Produzir e Preservar.
Altamira não tem um único edifício residencial. O maior prédio da cidade tem apenas três andares. O crescimento vertical do município, apontado por alguns como a saída para acomodar parte do excedente populacional que será trazido pela futura usina, também se tornará inviável caso a infraestrutura necessária para acomodar e transportar essas pessoas não seja montada com antecedência.
Transporte também é algo que será difícil de melhorar na cidade. Somente as três principais ruas do município têm capacidade para suportar o tráfego de coletivos. As demais vias, além de estreitas, têm suas margens constantemente ocupadas por pedestres, já que, a exemplo de muitos bairros da capital, o direito de andar pelas calçadas foi suprimido por conta de construções irregulares feitas pelos moradores.
Investimentos
Uma das saídas para que Belo Monte leve desenvolvimento a Altamira e região é apontada pelo presidente do Consórcio Belo Monte e prefeito do município de Anapu, Francisco de Assis Souza. É dele a articulação para que todo o investimento destinado à acomodação daqueles que chegarão ao sul e sudeste paraense seja feito nas cidades, e não na construção de vilas permanentes, como as construídas em Tucuruí e Barcarena, por exemplo, na ocasião em que grandes projetos foram instalados naquelas cidades.
"Todos irão ganhar caso a infraestrutura de transporte, urbanismo e saneamento seja construída na própria cidade. Ganham os que irão se instalar aqui. Ganham, principalmente, as pessoas que já estão aqui há dezenas de anos. Será muito injusto que Belo Monte chegue e todos esses antigos moradores continuem vivendo as mesmas mazelas de antes", diz Chiquinho do PT, como também é conhecido o prefeito de Anapu.
O Consórcio Belo Monte foi criado para mediar o diálogo entre o governo federal e os onze municípios que serão afetados pela construção da usina. O órgão é formado pelos municípios de Altamira, Anapu, Medicilândia, Brasil Novo, Vitória do Xingu, Pacajá, Senador José Porfírio, Placas, Uruará, Porto de Moz e Gurupá. Durante 20 anos, essas prefeituras receberão investimentos em saúde, infraestrutura urbana, capacitação profissional, educação, transporte e saneamento como compensações aos efeitos negativos gerados pela obra
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
FÉRIAS E NOTÍCIAS DE BELO MONTE
Belo Monte: Aneel espera documentação de consórcio
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Documentação formaliza a associação das empresas envolvidas na operação
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) espera receber amanhã (13) a documentação do consórcio Norte Energia, vencedor do leilão para construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Com isso, formaliza-se a associação das empresas envolvidas na operação.
Para isso, será constituída uma sociedade de propósito específico (SPE), que ficará responsável pela construção e operação da hidrelétrica, com pelo menos 17 empresas, informou o diretor da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), uma das estatais que participam do projeto.
De acordo com José Ailton, esse número poderá chegar a 18, mas a entrada de mais uma empresa não está confirmada. Segundo ele, já foram definidos os percentuais de participação de cada sócio no empreendimento: União, 49,98%; fundos de pensão, 27,5%; autoprodutores (de energia elétrica), 10%, e construtores, 12,5%.
José Ailton esteve participou hoje da assinatura de contratos para construção de linhas de transmissão de energia em oito estados, no Ministério de Minas e Energia. Ele falou falou sobre o andamento da constituição da SPE de Belo Monte. O prazo para entrega da documentação à Aneel termina na próxima sexta-feira (16), e o diretor-geral da agência, Nélson Hubner, confirmou que a solução do assunto está prevista para amanhã.
(Agência Brasil)
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Documentação formaliza a associação das empresas envolvidas na operação
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) espera receber amanhã (13) a documentação do consórcio Norte Energia, vencedor do leilão para construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Com isso, formaliza-se a associação das empresas envolvidas na operação.
Para isso, será constituída uma sociedade de propósito específico (SPE), que ficará responsável pela construção e operação da hidrelétrica, com pelo menos 17 empresas, informou o diretor da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), uma das estatais que participam do projeto.
De acordo com José Ailton, esse número poderá chegar a 18, mas a entrada de mais uma empresa não está confirmada. Segundo ele, já foram definidos os percentuais de participação de cada sócio no empreendimento: União, 49,98%; fundos de pensão, 27,5%; autoprodutores (de energia elétrica), 10%, e construtores, 12,5%.
José Ailton esteve participou hoje da assinatura de contratos para construção de linhas de transmissão de energia em oito estados, no Ministério de Minas e Energia. Ele falou falou sobre o andamento da constituição da SPE de Belo Monte. O prazo para entrega da documentação à Aneel termina na próxima sexta-feira (16), e o diretor-geral da agência, Nélson Hubner, confirmou que a solução do assunto está prevista para amanhã.
(Agência Brasil)
quinta-feira, 17 de junho de 2010
ATIVIDADE FINAL DE SOCIOLOGIA
terça-feira, 15 de junho de 2010
ATIVIDADE FINAL DO 2º BIMESTRE PARA 2º ANOS

| Geografia
Conflitos mundiais recentes
Bolívia
A Bolívia é um dos países mais politicamente instáveis da América Latina, tendo enfrentado, até hoje, 193 golpes de Estado.
Desde o início de seu mandato, o governo do presidente Juan Evo Morales Ayma (do partido Movimento ao Socialismo) impôs grandes perdas aos departamentos (estados) mais ricos do país, principalmente ao promulgar uma lei que federalizou a receita advinda da exploração das reservas de gás.
Em 2008, em um processo de crescente tensão política, os departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando (que, juntos, possuem mais de 80% das reservas de gás do país) passaram a exigir maior autonomia em relação ao governo federal, defendendo mudanças na distribuição dos impostos e na escolha de seus governadores.
A crise se intensificou em consequência de três fatores: (a) interferência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em favor de Evo Morales; (b) acusações do governo boliviano contra os EUA, alegando que os separatistas recebiam apoio da diplomacia norte-americana (o embaixador norte-americano chegou a ser expulso do país); e (c) realização de referendos (sem apoio legal), nos departamentos citados acima, com o objetivo de aprovar constituições autonomistas.
Depois de embates violentos em algumas províncias - o país esteve à beira de uma guerra civil -, opositores e governo concordaram em iniciar conversações, graças, em grande parte, à interferência da diplomacia brasileira.
A tentativa de intermediação brasileira se deveu, principalmente, a três questões: (a) evitar um clima de instabilidade que causaria reflexos na fronteira da Bolívia com os estados do Acre e de Rondônia, inclusive com a entrada de refugiados bolivianos no Brasil; (b) há quase 15 mil cidadãos brasileiros vivendo em solo boliviano; e (c) impedir que o clima de violência comprometesse o fornecimento de gás ao Brasil.
Uma nova Constituição foi aprovada na Bolívia, mas o país segue com graves divisões internas.
Colômbia, Equador e Venezuela
Em 1º de março de 2008, tropas da Colômbia atacaram um acampamento do movimento guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em uma região de fronteira, mas dentro do território do Equador. Durante o ataque, mataram um dos principais líderes das FARC, Raúl Reyes, e mais 16 guerrilheiros.
Em um primeiro momento, o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou estar informado do ataque. Logo depois, contudo, declarou que o exército colombiano havia entrado no Equador sem sua autorização, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia e enviou mais de 3 mil soldados à fronteira.
A mudança de comportamento de Correa aparentemente ocorreu sob influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Este já se encontrava em crise com o governo colombiano, desde que havia sido afastado das negociações que a Colômbia mantinha com as FARC, com o intuito de firmar um acordo humanitário para libertação dos reféns mantidos há anos pelos guerrilheiros. Ao ser informado da morte dos guerrilheiros, Chávez proferiu severas críticas ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e mobilizou dez batalhões do exército na fronteira com esse país.
A crise se acirrou no dia 4 de março, quando a Colômbia anunciou ter descoberto, nos computadores dos guerrilheiros mortos, provas de que o Equador e a Venezuela mantêm vínculos estreitos com as FARC. Segundo o diretor da Polícia da Colômbia, Óscar Naranjo, os documentos provariam: (a) que a Venezuela, além de fornecer armas às FARC, já contribuíra com cerca de 300 milhões de dólares para ajudar os guerrilheiros; e (b) que o ministro da Segurança Interna e Externa do Equador, Gustavo Larrea, havia demonstrado interesse em oficializar as relações com as FARC.
Em meio a um clima de acusações e de iminência de guerra entre os países, Álvaro Uribe declarou que não enviaria tropas às fronteiras do Equador e da Venezuela, mas que apresentaria as provas encontradas à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à ONU, reiterando que os documentos encontrados com os guerrilheiros "violam a normalidade internacional na sua proibição aos países de proteger terroristas".
Em julho de 2009, o Exército colombiano apreendeu uma série de lança-foguetes produzidos na Suécia em um dos acampamentos das FARC. Consultada, a Suécia confirmou que os números de série das armas correspondem a um lote vendido pela empresa Saab Bofors Dynamics ao Exército da Venezuela. O fato, que fere todos os acordos internacionais, provocou uma nova crise entre os países.
Rússia e Geórgia
A guerra entre a Rússia e a Geórgia, em agosto de 2008, ocorreu em função do projeto separatista da Ossétia do Sul e da Abkházia, mas está relacionada a problemas que datam da dissolução da União Soviética.
Antes do colapso do regime socialista, a região da Ossétia do Sul havia declarado autonomia em relação à República Socialista Soviética da Geórgia, aproximando-se da Rússia, que dominava a União Soviética. Com a dissolução da URSS, em 1991, a Geórgia tornou-se uma república independente. A Ossétia do Sul procurou seguir pelo mesmo caminho, proclamando sua independência em relação à Geórgia.
Disso resultou uma guerra entre a Geórgia e a Ossétia do Sul que se estendeu até 1992. A Rússia intermediou a paz entre as duas. A atuação russa, porém, estava condicionada por seus próprios interesses: transformar em área de influência russa tanto a Ossétia do Sul quanto a própria Geórgia.
A Geórgia, contudo, caminhava no sentido contrário às ambições russas, particularmente a partir de 2004, com a eleição do presidente Mikhail Saakashvili, que tentou levar o país à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), além de se aproximar dos Estados Unidos, de modo a escapar ao poderio russo.
Em 2008, a Ossétia do Sul retomou suas pretensões separatistas. Ao mesmo tempo, a tentativa georgiana de entrar para a Otan fez com que a Rússia apoiasse a independência da Ossétia do Sul.
A reação da Geórgia foi atacar a Ossétia com artilharia e foguetes. A Rússia, então, entrou na guerra. O conflito entre os países durou alguns dias, até que os russos aceitaram o cessar-fogo negociado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. O clima de tensão, contudo, permanece.
Israel e a faixa de Gaza
Na passagem de 2008 para 2009 as Forças de Defesa de Israel iniciaram uma ofensiva contra a faixa de Gaza, território palestino dominado pelo grupo radical islâmico Hamas. O objetivo da operação era eliminar a capacidade do Hamas de atacar as cidades israelenses próximas à fronteira.
Os bombardeios começaram oito dias depois do fim de uma trégua de seis meses mediada pelo Egito, que não foi renovada em meio a acusações mútuas de desrespeito aos termos do acordo. Na verdade, nenhum dos dois lados cumpriu o acordo: foguetes continuaram a ser lançados de Gaza, atacando cidades de Israel - e Israel não liberou o fluxo de mercadorias para a região, sob bloqueio econômico e físico israelense desde meados de 2007.
Na verdade, o cenário foi agravado quando o Hamas derrotou o Fatah - partido do líder Yasser Arafat, morto em 2004 - nas eleições palestinas em 2006. Diferente do rival, o Hamas não reconhece o Estado de Israel e não aceita os acordos já firmados do país com a ANP (Autoridade Nacional Palestina).
A ofensiva de Israel sobre a faixa de Gaza durou 22 dias, provocando centenas de mortes.
China e Tibete
O isolamento provocado pela altitude favoreceu o surgimento, no Tibete, de uma civilização característica: no século 7, o país se converteu num reino lamaísta, seita local do budismo, que definiria o caráter teocrático da estrutura política e econômica do Estado tibetano.
Depois de várias turbulências políticas, o Tibete foi um país independente de 1911 a 1950, quando foi anexado à China comunista. De lá para cá, manifestações do povo tibetano contra o domínio chinês se repetem esporadicamente. Em 1959 ocorreu um grande levante, violentamente reprimido.
Em agosto de 2008, o movimento nacionalista do Tibete voltou a protestar contra o domínio da China sobre a região. Os primeiros protestos surgiram logo após a prisão de monges tibetanos que organizaram uma passeata para marcar os 49 anos do grande levante contra o governo chinês. Em seguida, milhares de pessoas também foram às ruas, reivindicando a independência.
Segundo observadores internacionais, o governo chinês reprimiu violentamente as manifestações, provocando mais de 120 mortes.
Conflitos Mundiais hoje. Hoje,ano de 2007 nos deparamos com zonas de conflitos como por exemplo líbano, Jerusalém, Serra Leoa,Afeganistão,Libéria,Colômbia,Haiti não sei se outros e a ONU afirma que 20% das mulheres sofrem abusos sexuais em determinadas zonas .E quanto as crianças,os conflitos afetam à vida das crianças, não só com as conseqüências de ataques armados, causam também desnutrição, doenças, deslocamento das famílias e pobreza. Traumatismos físicos e outras coisas .No site www.comebackalive.com podemos encontrar uma lista de países em conflito. Há lugares em que o perigo de estupro é tão alta que as mulheres recomendam umas as outras para ficarem sempre feias e sujas como defesa. Uma zona de conflito que esta se formando é a fronteira entre o Iraque e a Turquia. O que toca a esses conflitos é a religião, nacionalidade mal resolvida,terras, limites e demarcações e principalmente a ignorância a serviço da ambição sem limites .Vocês podem estranhar que os Estados Unidos se achem na lista e que há em algumas cidades como New Orleans por exemplo muito perigo devido suas condições e situação. Eu iria mais longe e colocaria hoje o Rio de Janeiro também. Evidente que não a um conflito oficializado em certos lugares mas as noticias que recebemos são terríveis. Na medida que as forças militares das grandes potencias econômicas ficam mais sofisticadas e esses grandes países se unem para que se evite um conflito geral de grandes proporções e por isso ficam imunes a movimentos políticos como os de antigamente, cresce o conflito e o terrorismo local. Isso gera não uma grande guerra mas o aparecimento de múltiplas zonas de conflito e isto parece ser uma tendência a se ampliar se ninguém tiver competência para uma solução definitiva. COMANDO Atenção alunos leia o texto com atenção faça seu comentário em uma caixa de texto em seguida elabore 5 questões perguntas com respostas imprima e assine depois façam a postagem no blog.Boa sorte
Trabalho final para os 3º ano 2ºBimestre

Ser negro no Brasil hoje
Ética enviesada da sociedade branca desvia enfrentamento do problema negro
Milton Santos
http://www.ige.unicamp.br/~lmelgaco/santos.htm
Há uma frequente indagação sobre como é ser negro em outros lugares, forma de perguntar, também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. As peripécias da vida levaram-nos a viver em quatro continentes, Europa, Américas, África e Ásia, seja como quase transeunte, isto é, conferencista, seja como orador, na qualidade de professor e pesquisador. Desse modo, tivemos a experiência de ser negro em diversos países e de constatar algumas das manifestações dos choques culturais correspondentes. Cada uma dessas vivências foi diferente de qualquer outra, e todas elas diversas da própria experiência brasileira. As realidades não são as mesmas. Aqui, o fato de que o trabalho do negro tenha sido, desde os inícios da história econômica, essencial à manutenção do bem-estar das classes dominantes deu-lhe um papel central na gestação e perpetuação de uma ética conservadora e desigualitária. Os interesses cristalizados produziram convicções escravocratas arraigadas e mantêm estereótipos que ultrapassam os limites do simbólico e têm incidência sobre os demais aspectos das relações sociais. Por isso, talvez ironicamente, a ascensão, por menor que seja, dos negros na escala social sempre deu lugar a expressões veladas ou ostensivas de ressentimentos (paradoxalmente contra as vítimas). Ao mesmo tempo, a opinião pública foi, por cinco séculos, treinada para desdenhar e, mesmo, não tolerar manifestações de inconformidade, vistas como um injustificável complexo de inferioridade, já que o Brasil, segundo a doutrina oficial, jamais acolhera nenhuma forma de discriminação ou preconceito.
500 anos de culpa
Agora, chega o ano 2000 e a necessidade de celebrar conjuntamente a construção unitária da nação. Então é ao menos preciso renovar o discurso nacional racialista. Moral da história: 500 anos de culpa, 1 ano de desculpa. Mas as desculpas vêm apenas de um ator histórico do jogo do poder, a Igreja Católica! O próprio presidente da República considera-se quitado porque nomeou um bravo general negro para a sua Casa Militar e uma notável mulher negra para a sua Casa Cultural. Ele se esqueceu de que falta nomear todos os negros para a grande Casa Brasileira. Por enquanto, para o ministro da Educação, basta que continuem a frequentar as piores escolas e, para o ministro da Justiça, é suficiente manter reservas negras como se criam reservas indígenas. A questão não é tratada eticamente. Faltam muitas coisas para ultrapassar o palavrório retórico e os gestos cerimoniais e alcançar uma ação política consequente. Ou os negros deverão esperar mais outro século para obter o direito a uma participação plena na vida nacional? Que outras reflexões podem ser feitas, quando se aproxima o aniversário da Abolição da Escravatura, uma dessas datas nas quais os negros brasileiros são autorizados a fazer, de forma pública, mas quase solitária, sua catarse anual?
Hipocrisia permanente
No caso do Brasil, a marca predominante é a ambivalência com que a sociedade branca dominante reage, quando o tema é a existência, no país, de um problema negro. Essa equivocação é, também, duplicidade e pode ser resumida no pensamento de autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de cor, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão ou enfrentamento do problema torna-se uma situação escorregadia, sobretudo quando o problema social e moral é substituído por referências ao dicionário. Veja-se o tempo politicamente jogado fora nas discussões semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à comparação com os norte-americanos e europeus. Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser negro no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial cuja definição é, desde a base, viciada. Ser negro no Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo. Essa ambiguidade marca a convivência cotidiana, influi sobre o debate acadêmico e o discurso individualmente repetido é, também, utilizado por governos, partidos e instituições. Tais refrões cansativos tornam-se irritantes, sobretudo para os que nele se encontram como parte ativa, não apenas como testemunha. Há, sempre, o risco de cair na armadilha da emoção desbragada e não tratar do assunto de maneira adequada e sistêmica.
Marcas visíveis
Que fazer? Cremos que a discussão desse problema poderia partir de três dados de base: a corporeidade, a individualidade e a cidadania. A corporeidade implica dados objetivos, ainda que sua interpretação possa ser subjetiva; a individualidade inclui dados subjetivos, ainda que possa ser discutida objetivamente. Com a verdadeira cidadania, cada qual é o igual de todos os outros e a força do indivíduo, seja ele quem for, iguala-se à força do Estado ou de outra qualquer forma de poder: a cidadania define-se teoricamente por franquias políticas, de que se pode efetivamente dispor, acima e além da corporeidade e da individualidade, mas, na prática brasileira, ela se exerce em função da posição relativa de cada um na esfera social.
Costuma-se dizer que uma diferença entre os Estados Unidos e o Brasil é que lá existe uma linha de cor e aqui não. Em si mesma, essa distinção é pouco mais do que alegórica, pois não podemos aqui inventar essa famosa linha de cor. Mas a verdade é que, no caso brasileiro, o corpo da pessoa também se impõe como uma marca visível e é frequente privilegiar a aparência como condição primeira de objetivação e de julgamento, criando uma linha demarcatória, que identifica e separa, a despeito das pretensões de individualidade e de cidadania do outro. Então, a própria subjetividade e a dos demais esbarram no dado ostensivo da corporeidade cuja avaliação, no entanto, é preconceituosa.
A individualidade é uma conquista demorada e sofrida, formada de heranças e aquisições culturais, de atitudes aprendidas e inventadas e de formas de agir e de reagir, uma construção que, ao mesmo tempo, é social, emocional e intelectual, mas constitui um patrimônio privado, cujo valor intrínseco não muda a avaliação extrínseca, nem a valoração objetiva da pessoa, diante de outro olhar. No Brasil, onde a cidadania é, geralmente, mutilada, o caso dos negros é emblemático. Os interesses cristalizados, que produziram convicções escravocratas arraigadas, mantêm os estereótipos, que não ficam no limite do simbólico, incidindo sobre os demais aspectos das relações sociais. Na esfera pública, o corpo acaba por ter um peso maior do que o espírito na formação da socialidade e da sociabilidade.
Peço desculpas pela deriva autobiográfica. Mas quantas vezes tive, sobretudo neste ano de comemorações, de vigorosamente recusar a participação em atos públicos e programas de mídia ao sentir que o objetivo do produtor de eventos era a utilização do meu corpo como negro -imagem fácil- e não as minhas aquisições intelectuais, após uma vida longa e produtiva. Sem dúvida, o homem é o seu corpo, a sua consciência, a sua socialidade, o que inclui sua cidadania. Mas a conquista, por cada um, da consciência não suprime a realidade social de seu corpo nem lhe amplia a efetividade da cidadania. Talvez seja essa uma das razões pelas quais, no Brasil, o debate sobre os negros é prisioneiro de uma ética enviesada. E esta seria mais uma manifestação da ambiguidade a que já nos referimos, cuja primeira consequência é esvaziar o debate de sua gravidade e de seu conteúdo nacional. COMANDO Atenção alunos você deve ler com atenção e emita sua opinião sobre o texto em seguida elabore 5 questões perguntas com respostas faça numa caixa de texto imprima e assine depois faça sua postagem no Blog. Boa sorte.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Atividade Final 2ºbimestrte para 1º ano

Otan eo Fim da Guerra Fria o desaparecimento da ameaça de uma invasão militar "socialista" à Europa Ocidental, a OTAN foi reestruturada num sentido menos preventivo de um conflito de amplas proporções e mais com objetivos de cooperação em matéria de segurança e de medidas de confiança para o conjunto da Europa. Ela também passou a participar, não sem alguns problemas em termos de mandato "constitucional", de operações de manutenção de paz no continente, geralmente em coordenação com outras organizações internacionais (mas nem sempre dotada de um claro mandato multilateral, como foi o caso nos Balcãs).
De forma bem mais complexa para os equilíbrios políticos na Europa pós-socialista, ela veio a ser "assediada" por países desejosos de escapar ao "abraço fatal" da Rússia, que recuperou (ou herdou) muitas das prevenções anti-ocidentais da desaparecida União Soviética. Assim, a história recente da OTAN é bem mais movimentada em termos institucionais e políticos do que a rigidez doutrinal e estratégica dos anos de Guerra Fria.
Logo depois da queda do muro de Berlim, uma conferência da OTAN em Londres dirigia votos de amizade aos países da Europa Central e Oriental e apoiava os projetos de unificação européia, a começar pela própria Alemanha, dividida oficialmente desde 1949 e de fato desde 1945. O Tratado da União Européia em Maastricht, em 1992, assim como a transformação da Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa em verdadeira organização (OSCE) foram saudadas como passos significativos nesse processo de aproximação e de cooperação pan-europeu. A OTAN estava pronta para aceitar novos membros e para reforçar seus esquemas táticos.
Medidas obstrucionistas russas impediam, no entanto, a incorporação de novos candidatos da antiga zona soviética nos esquemas militares da OTAN. A solução política encontrada pelos líderes do núcleo original (com uma França já parcialmente reconciliada com o hegemonismo norte-americano) foi o desenvolvimento de uma série de instâncias institucionais e de foros ad-hoc para acomodar os impulsos adesistas dos países mais abertamente pró-ocidentais (ou mais virulentamente anti-russos), como a República Tcheca, a Hungria e a Polônia. A primeira dessas iniciativas foi a criação de um Conselho de Cooperação do Atlântico Norte (CCAN), envolvendo os membros das duas antigas alianças rivais.
Foi através do "chapéu" do CCAN que se desenvolveu o programa "Parceria para a Paz", através do qual os países da OTAN abriram as portas para a cooperação com outros países no quadro da aliança ocidental. Contudo, não foi fácil vencer a resistência da Rússia a esses esquemas de cooperação que inevitavelmente terminariam por minar a sua capacidade de controlar (ou ameaçar) seus imediatos vizinhos geográficos. Apenas em 1997 se dá a assinatura, em Paris, do histórico acordo entre a Rússia e a OTAN sobre suas relações comuns, o que foi por alguns interpretado como uma espécie de veto russo a qualquer futura ampliação da aliança ocidental aos países que lhe eram contíguos. Poucos dias depois, entretanto, uma carta de cooperação foi assinada entre a OTAN e a Ucrânia, minando um pouco mais os velhos bastiões do antigo poderio soviético.
Poucos meses depois, uma conferência de cúpula da OTAN, em Madri, abria o caminho a novas adesões à sua estrutura militar, ao mesmo tempo em que mantinha os esquemas cooperativos com a Rússia. Os três primeiros candidatos da antiga fronteira ocidental do Pacto de Varsóvia - República Tcheca, Hungria e Polônia - aderiram ao Tratado de Washington em março de 1999, coincidindo com os primeiros 50 anos da organização e marcada por cerimônia organizada na Biblioteca Truman. Assim, desde alguns anos, novos candidatos da Europa Central e Oriental vêm batendo às portas da OTAN, a exemplo dos bálticos, e mesmo alguns do Cáucaso (como a Geórgia), sem que, no entanto, a aliança ocidental demonstre qualquer precipitação em seu acolhimento.
Ao completar o seu primeiro meio século de existência, a OTAN aprovou novo conceito estratégico, revisando radicalmente e ampliando consideravelmente seu mandato original e seu raio de atuação, uma vez que recebeu mandato para cobrir operações humanitárias e anti-terroristas, para a luta contra o tráfico de drogas, assim como ameaças indefinidas ao meio ambiente, à paz e à democracia, num espaço geográfico igualmente difuso quanto a seus limites externos. No terreno europeu, a OTAN começou a trabalhar cada vez mais estreitamente com a Organização da União Européia (OUE), que também passa por mudanças significativas em função dos avanços da integração européia a partir do Tratado de Maastricht. A OTAN e a OUE já introduziram, por exemplo, o conceito de forças-tarefas conjuntas (Combined Joint Task Forces, CJTFs), ou seja, unidades separáveis mas não separadas que podem ser deslocadas em função de objetivos especificamente europeus no quadro da aliança liderada por Washington.
No próprio teatro estratégico europeu, a conformação de uma política comum de segurança e defesa traduziu-se na transformação da UEO em uma espécie de "braço armado" da União Européia (UE), muito embora não disponha ainda, em sua estrutura institucional, de mecanismo equivalente à obrigação de assistência mútua automática em caso de agressão (como previsto no quinto artigo do Tratado de Bruxelas da OTAN). Em novembro de 2000, o conselho dos dez membros plenos da UEO - outros cinco membros da UE e seis outros países da OTAN não-membros da UE são observadores na UEO - aprovou a transferência progressiva de suas funções operacionais para a UE, o que a termo significa o desaparecimento da UEO.
De fato, depois da criação da Força de Reação Rápida (FRR) - desdobramento do Eurocorpo dominado pela França e pela Alemanha -, a transferência do Estado-Maior da OUE para o Estado-Maior da UE até 2002 poderá selar o destino da UEO, cujas estruturas políticas (Assembléia Parlamentar) e de coordenação de equipamento militar (Grupo Armamento da Europa Ocidental) já abrigam praticamente todos os países integrantes, candidatos à adesão ou associados à UE.
Quatorze dos atuais quinze membros da UE participam da FRR - tendo a Dinamarca preferido abster-se de participar (como já tinha optado por permanecer fora da união monetária) -, mas ela ainda padece de problemas graves, tanto de ordem logística quanto política: os franceses, herdeiros ideológicos de De Gaulle, gostariam de vê-la o mais possível independente da OTAN e dos EUA, ao passo que os britânicos, os mais fiéis aliados dos EUA, têm opinião exatamente inversa, preferindo manter uma estreita aliança com a OTAN, cujos esquemas táticos são, aliás, indispensáveis a qualquer operação mais complexa da futura FRR.
As relações políticas nem sempre tranqüilas da OTAN com a Rússia passaram a ser mantidas, desde maio de 1997, no quadro do "Ato Fundador das relações mútuas de cooperação e de segurança", que estabeleceu um novo foro de diálogo, o Conselho Permanente OTAN-Rússia. A evolução interna à própria Rússia - que adotou, no começo de 2000, uma nova doutrina estratégica, caracterizada por uma certa "flexibilidade" no uso do armamento nuclear -, assim como os desenvolvimentos políticos sempre imprevisíveis nos Balcãs e no Cáucaso, parecem constituir os desafios imediatos colocados em face de uma nova OTAN que, embora mais confiante em si mesma, não parece desejosa de crescer de forma incontrolada.
De forma surpreendente, porém, os ataques terroristas contra os EUA, ocorridos em 11.09.01, resultaram no estreitamento de relações e num novo espírito de colaboração entre a Rússia e a OTAN, o que poderia mesmo resultar num novo relacionamento cooperativo e, a termo, numa integração do país sucessor da ex-potência soviética às estruturas políticas da aliança atlântica. Ainda que não se preveja incorporação de esquemas militares e mesmo integração a nível de comando, esses desenvolvimentos são suscetíveis de alterar fundamentalmente a estrutura das relações internacionais.
No início do século XXI, marcado por nacionalismos irredentistas em regiões de grande diversidade étnica, a organização do Tratado de Washington aparece mais militarmente preparada do que politicamente coesa e uniformemente consciente de seus novos atributos "universais". A hegemonia militar continua a ser incontrastavelmente exercida pelos Estados Unidos, muito embora nem sempre sua liderança política e seus interesses nacionais sejam compatíveis com aqueles dos países europeus. Em todo caso, os compromissos com a causa dos direitos humanos, da democracia e do meio ambiente podem levar a OTAN a caminhos bem mais difíceis do que aqueles anteriormente balizados pelo maniqueísmo da Guerra Fria. Comando: Leia atentamente comente a postura ética da otan hoje.Elabore 05 questões pergunta e respostas deste texto.Faca isso em uma caixa de texto salve e tire uma cópia de tudo que for postar.obrigado Jota Marcelino
Fonte: www.espacoacademico.com.br
sexta-feira, 7 de maio de 2010
CONFLITOS ATUAIS PARA OS 2º ANOS

# O MUNDO ÍNDIANO:
HISTÓRICO:
As divergencias que existe na ásia meridional é fruto
do proceso de colonização e da diferença religiosa, que se
agravou coma colonização britânica e a posterior
independencia da região, que se fragmentou orginando
dois novos países, índia e paquistão que passaram a
disputar uma guerra local para ver quem realmente é a
potencia regional.
Essa disputa levou esses dois país no final do seculo
XX a se tornarem dententores de arsenal nucleares, o que
caracterizou um retrocesso na política externa dos dois
países, pois o mundo hoje se encontra muito mais
alinhado a questão econômica do que com o poderiu
militar que forá caracteristica predominante do periodo
compreendido como guerra fria.
A independencia desses dois países só aconteceu em
1947, quando um movimento caracterizado pela
resistência pacífica liderado por Mahatma Ganddhi se
tornou vitorioso na sua luta.
A divisão da ásia meridional em dois estados refletiu
as diferenças religiosas internas, o Paquistão abrangia a
maior parte da população muçulmana e a Índia a maior
parte da população hinduísta.
O parquitão tinha o territorio dividido em duas
porções, que após um violento conflito em 1971, foram
separados surgindo um terceiro estado soberano
bangladesh. Somando-se a esse acontecimentosurge no
mundo indiano dois movimentos saparatista, um no sri
lanka predominantemente budista o nepal e o butão
localizados na região do himaláia e também budistas.
1- A QUESTÃO DA CAXEMIRA:
O controle pela Caxemira --região montanhosa em
disputa pelo Paquistão e a Índia-- já provocou guerras
entre os dois países e há quase seis décadas
separatistas entram em confronto com agentes de
segurança indianos em plena cordilheira do Himalaia
pelo controle da área, que é considerada uma
passagem estratégica à parte sul do continente asiático.
O conflito chegou a adquirir novos contornos nos
últimos anos, com a demonstração de poderio atômico
feito por ambos os países: a rivalidade levou a uma
corrida armamentista que culminou com a entrada de
Índia e Paquistão, em 1998, no clube dos detentores de
armas nucleares. Ambos desenvolveram ao máximo
sua infra-estrutura militar. Desde então, as hostilidades
na Caxemira passaram a ser acompanhadas com mais
atenção pela comunidade internacional.
Grande parte da população da região da Caxemira
é muçulmana e quer a anexação ao Paquistão, o que a
Índia nega. Atualmente, dois terços do território estão
sob domínio indiano e o restante sob controle do
Paquistão e da China.
As relações da Índia com o Paquistão
começaram mal e jamais foram amistosas. Para piorar
ainda mais a difícil convivência entre ambos, observase
que a Índia e o Paquistão (separado originalmente
em Ocidental e Oriental) nasceram nos princípios da
Guerra Fria. O Paquistão inclinou-se a favor dos EUA
enquanto a Índia procurou o apoio da URSS. Explica-se
que ambos possuem bombas atômicas - a Índia
fazendo seu primeiro lançamento em 1974 e o
Paquistão em 1998 em razão deles teriam sido
estimulados pelas superpotências. Os EUA e a URSS
não desejavam que apenas a China Popular fosse
potência nuclear na Ásia e, a própria China Popular,
adversária da Índia, estava interessada em que o
Paquistão entrasse para o clube atômico. O perigo
maior é que elas, as armas nucleares, possam ser
utilizadas para resolver uma velha diferença que já se
arrasta por mais de 50 anos, a questão da Caxemira.
A primeira guerra entre os dois países pelo controle
da caxemira ocorreu entre os anos de 1948 e 1949,
com mais de 1 milhão de mortos. Na tentativa de
terminar com o conflito, no mesmo ano que marcou o
fim da primeira guerra, a ONU (Organização das
Nações Unidas) traçou uma linha de armistício que
dividiu a região em duas áreas. Em 1962, a China
também invadiu a Caxemira, ocupando uma pequena
parte do território
O fundamentalismo islâmico começou a surgir na
região em 1989, com o aparecimento de diversos
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CINGALESES E TÂMEIS NA ILHA
grupos extremistas islâmicos que realizaram diversos
ataques na parte indiana da Caxemira. Nas lutas entre
os grupos que envolvem os dois Exércitos e extremistas
islâmicos pró-Paquistão, mais de 60 mil pessoas já
morreram desde 1989. Segundo o governo indiano,
esses grupos recebem o apoio financeiro do governo
paquistanês, que diz apenas ampará-los politicamente.
Mas, em abril 2006, o presidente paquistanês,
Pervez Musharraf, e o primeiro-ministro indiano,
Manmohan Singh, prometeram buscar um "acordo final"
sobre a disputada região da Caxemira de maneira
"sincera e frutífera". As negociações foram iniciadas em
2004, e por enquanto, ainda não há uma resolução final
sobre o conflito.
Localização: Norte da Índia
- Espaço: norte da Índia na fronteira com o Paquistão e
China.
- Contexto: pós-guerra (2º guerra mundial)
Causas do conflito
• O domínio da Índia (maioria hindu) sobre a Caxemira,
que possui grande parte da população muçulmana (75%),
não permitindo a sua emancipação.
• A Caxemira é reivindicada pelo Paquistão, que tem
dado apoio aos separatistas da Caxemira, já que o
Paquistão é um pais muçulmano.
• O conflito tem sido agravado pela corrida
armamentista entre os dois países que aumenta a
possibilidade de uma guerra com grandes proporções.
Os vultuosos gastos militares desviam recursos das
áreas sociais e pioram a situação de pobreza nessas
nações.
2- A QUESTÃO DOS SINKS:
• localização: norte da Índia (região do Punjab).
Fatores:
• Os Sinks de maioria muçulmana lutam pela
independência do Punjab.
• A Índia não aceita a independência dessa região
porque teme a fragmentação de seu território com o
acirramento de outros movimentos separatistas.
3- A QUESTÃO DO SRI LANKA:
CAUSAS DO CONFLITO
• A forte discriminação sofrida pelo tamis,
• Falta escola, trabalho e qualificação para essa etnia
que habita o norte da ilha. .
• Nos últimos anos o grupo tigre de libertação Tamil
Eelam, reivindicam a independência da península de
jaffna localizada no norte do país
Espaço: Norte do país, na região de Jafna
Corresponde Antigo Ceilão, tendo estado sob a
dominação Britânica até 1948.
Distribuição populacional: 75% de Cingaleses, 13% de
Tamis e o restante representando outras etnias.
4- A QUESTÃO DO QUEBEC
• Espacialização do conflito: vale do rio São Lourenço
no Canadá.
• Fatores do conflito:
Esta região historicamente foi colonizada por
franceses católicos que se tornaram maioria a passaram a
desenvolver atividades produtivas e culturais diferente do
restante do país colonizados pelos ingleses.
Essa comunidade e seus descendentes lutam peta
preservação de sua cultura, pela igualdade de direitos no
Canadá e, eventualmente, pela autonomia política.
A hegemonia econômica dos anglo-canadenses
transformou o inglês na língua dos negócios, mesmo no
Quebec.
Essa situação propiciou o surgimento, nos anos 60, da
Frente de Libertação do Quebec (FLQ), organização
terrorista que foi desmantelada em 1970, quando o governo
do Canadá em 1969 tornou o pais oficialmente bilíngüe.
• Situação atual do confllito:
Hoje essas duas étnias que habitam no quebec
convivem de certa forma hamônica, pois os franceses que lá
residem passaram a ter uma certa autonomia, e no final da
decada de 1990 ocorreu um plesbicito no qual a maioria
decidiu ficar unida ao canadá (50,3% , contra 49,7%da
população).
No entanto esse mesmo plebiscito decidiu que antes
do final da primeira decada do seculo XXI ocorrerá um
novo plebiscito para decidir se essa província se torna
independente ou não do canadá
terça-feira, 20 de abril de 2010
DUELO NA JUSTIÇA VENCE A RAZÃO BELO MONTE VAI SAIR

Brasília - O consórcio Norte Energia, liderado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a construtora Queiroz Galvão, recebeu concessão para comandar Belo Monte. A informação foi divulgada há pouco no blog do jornalista Lauro Jardim, de Veja.
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* 20/04/2010 | Leilão de Belo Monte foi encerrado na primeira fase
* 20/04/2010 | Leilão da usina de Belo Monte é encerrado na 1ª fase
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O consórcio deve operar com o valor de R$ 78,03 MWh. O teto estabelecido pelo Ministério de Minas e Energias era R$ 83 MWh.
O consórcio Norte Energia tem participação da Chesf com 49,98%; Construtora Queiroz Galvão (10,02%); Galvão Engenharia (3,75%); Mendes Júnior (3,75%); Serveng-Sivilsan (3,75%); J Malucelli Construtora (9,98%); Contern Construções (3,75%); Cetenco Engenharia (5%) e Gaia Energia e Participações (10,02%).
O leilão acabou ainda na primeira fase, nos primeiros 7 minutos, pois a diferença de valor entre os dois consórcios foi superior a 5%.
Depois de suspenso duas vezes, o leilão para definir a concessionária da usina localizada no Pará foi realizado hoje (20), na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica em Brasília.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
BELO MONTE : DUELO NA JUSTIÇA
Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 15/4/2010 20:56
Governo recorre para retomada de leilão de Belo Monte
SÃO PAULO (Reuters) - A Advocacia Geral da União (AGU) recorreu nesta quinta-feira contra a liminar que suspendeu na quarta-feira o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, marcado para o próximo dia 20.
Segundo a assessoria de imprensa da AGU, o recurso foi despachado diretamente no Tribunal Regional Federal da 1a Região, em Brasília.
A expectativa, segundo comunicado do advogado-geral da União, Luís Adams, é que "o presidente do tribunal decida ainda nesta quinta-feira" o recurso que tenta derrubar a liminar concedida na quarta-feira pelo juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo, da subseção de Altamira, no Pará.
Na semana passada, o MPF do Pará abriu simultaneamente duas ações civis públicas contra o licenciamento ambiental que liberou a construção da usina hidrelétrica.
O MPF sustenta que a "construção do empreendimento violaria vários dispositivos da legislação ambiental, inclusive a falta de dados científicos conclusivos". Há ainda outra ação interposta pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pedindo a suspensão do leilão pelo mesmo motivo da decisão que resultou na liminar de quarta-feira.
Na sexta-feira termina o prazo para inscrição e aporte de garantias para os interessados em participar do leilão de Belo Monte.
Fonte do Ministério das Minas e Energia que preferiu não se identificar afirmou que dois consórcios confirmaram participação, mesmo com a desistência, na semana passada, do grupo da Camargo Corrêa e da Odebrecht.
O primeiro grupo confirmado é formado por Andrade Gutierrez, Neoenergia, Votorantim e Vale. O segundo grupo não confirma a sua configuração, mas as empresas Queiroz Galvão, Serveng, OAS e Alupar confirmaram interesse em participar do leilão, enquanto o Grupo Bertin diz que tem estudado opções de investimento na área de energia.
"Se não houver dois participantes, o leilão deve ser adiado. Seria muito feio um leilão com um participante e com energia vendida pelo preço-teto", disse o analista do setor elétrico Walter De Vito, da Tendências Consultoria.
"Geralmente liminares caem rápido. Até a saída das duas construtoras na semana passada parecia que seria um leilão tradicional, mas o anúncio de saída colocou um ponto de interrogação no processo", afirma.
A usina hidrelétrica de Belo Monte, que deverá ser a terceira maior do mundo, atrás da binacional Itaipu e da chinesa Três Gargantas, tem investimentos previstos de 19 bilhões de reais e o preço-teto por megawatt-hora é de 83 reais. Vence o leilão quem oferecer o maior deságio.
O empreendimento tem entrada de operação prevista para 2015 (1a fase) e 2019 (2a fase), e terá capacidade instalada de 11 mil megawatts, com garantia física de 4.571 megawatts médios.
(Por Alberto Alerigi Jr., com reportagem adicional de Carolina Marcondes e Denise Luna)
Governo recorre para retomada de leilão de Belo Monte
SÃO PAULO (Reuters) - A Advocacia Geral da União (AGU) recorreu nesta quinta-feira contra a liminar que suspendeu na quarta-feira o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, marcado para o próximo dia 20.
Segundo a assessoria de imprensa da AGU, o recurso foi despachado diretamente no Tribunal Regional Federal da 1a Região, em Brasília.
A expectativa, segundo comunicado do advogado-geral da União, Luís Adams, é que "o presidente do tribunal decida ainda nesta quinta-feira" o recurso que tenta derrubar a liminar concedida na quarta-feira pelo juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo, da subseção de Altamira, no Pará.
Na semana passada, o MPF do Pará abriu simultaneamente duas ações civis públicas contra o licenciamento ambiental que liberou a construção da usina hidrelétrica.
O MPF sustenta que a "construção do empreendimento violaria vários dispositivos da legislação ambiental, inclusive a falta de dados científicos conclusivos". Há ainda outra ação interposta pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pedindo a suspensão do leilão pelo mesmo motivo da decisão que resultou na liminar de quarta-feira.
Na sexta-feira termina o prazo para inscrição e aporte de garantias para os interessados em participar do leilão de Belo Monte.
Fonte do Ministério das Minas e Energia que preferiu não se identificar afirmou que dois consórcios confirmaram participação, mesmo com a desistência, na semana passada, do grupo da Camargo Corrêa e da Odebrecht.
O primeiro grupo confirmado é formado por Andrade Gutierrez, Neoenergia, Votorantim e Vale. O segundo grupo não confirma a sua configuração, mas as empresas Queiroz Galvão, Serveng, OAS e Alupar confirmaram interesse em participar do leilão, enquanto o Grupo Bertin diz que tem estudado opções de investimento na área de energia.
"Se não houver dois participantes, o leilão deve ser adiado. Seria muito feio um leilão com um participante e com energia vendida pelo preço-teto", disse o analista do setor elétrico Walter De Vito, da Tendências Consultoria.
"Geralmente liminares caem rápido. Até a saída das duas construtoras na semana passada parecia que seria um leilão tradicional, mas o anúncio de saída colocou um ponto de interrogação no processo", afirma.
A usina hidrelétrica de Belo Monte, que deverá ser a terceira maior do mundo, atrás da binacional Itaipu e da chinesa Três Gargantas, tem investimentos previstos de 19 bilhões de reais e o preço-teto por megawatt-hora é de 83 reais. Vence o leilão quem oferecer o maior deságio.
O empreendimento tem entrada de operação prevista para 2015 (1a fase) e 2019 (2a fase), e terá capacidade instalada de 11 mil megawatts, com garantia física de 4.571 megawatts médios.
(Por Alberto Alerigi Jr., com reportagem adicional de Carolina Marcondes e Denise Luna)
quarta-feira, 24 de março de 2010
TRABALHO PARA OS 2º ANOS
Aqui os alunos dos 2º anos poderam postar seus comentários para análise posterior.
grato professor Jota Marcelino
grato professor Jota Marcelino
TRABALHO PARA OS 3º ANOS
Aqui os alunos dos 3º anos poderam postar seus comentários para análise posterior.
grato professor Jota Marcelino
grato professor Jota Marcelino
quarta-feira, 10 de março de 2010
ESCOLA PÚBLICA TAMBÉM PARA POLITICOS
Amigos, Vamos divulgar!
GENIAL!!!! ESPETACULAR!!!!
Só assim para melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro.
Um país se mede pela educação do seu povo.
Educação de qualidade para todos. É a única chance que os mais pobres teem para competir de igual para igual no meio acadêmico!
Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas.
Uma idéia muito boa do Senador Cristovam Buarque.
Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, Deputado, etc.)
seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.
As conseqüências seriam as melhores possíveis.
Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país.
O projeto PASSARÁ,
SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem
seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
PARABÉNS PARA O SENADOR CRISTOVAM BUARQUE.
BOA SORTE JUNTO A SEUS PARES.
IDÉIA SENSACIONAL!!!!
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007
PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 480 de 2007
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º
Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados
a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º
Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades
respectivas.
JUSTIFICAÇÃO
No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da
escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo
raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas
nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais – vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores
e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice- Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a
outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.
Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde
1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os
filhos do povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
Sala das Sessões,
Senador CRISTOVAM BUARQUE
segunda-feira, 1 de março de 2010
A INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA PARA 1º E 2º ANO
ESSA CALOU OS AMERICANOS.! !!
SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS
Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalizaçã o da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr..Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalizaçã o da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalizaçã o, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalizaçã o de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
"Como humanista, aceito defender a internacionalizaçã o do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!
SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS
Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalizaçã o da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr..Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalizaçã o da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalizaçã o, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalizaçã o de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
"Como humanista, aceito defender a internacionalizaçã o do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
AQUECIMENTO GLOBAL PREOCUPA BIN LADEN
Mundo rss
Bin Laden preocupado com aquecimento global
2010-01-29
O chefe da Al-Qaida, Osama bin Laden, apelou, ainda, ao boicote ao dólar, numa mensagem áudio difundida hoje, sexta-feira, pela cadeia Al-Jazira.
"Todas as nações industrializadas, particularmente as grandes nações, são responsáveis pelo sobreaquecimento climático", disse Usama bin Laden nesta nova mensagem áudio, a segunda em cinco dias, segundo a televisão por satélite do Qatar.
«Nós devemos deixar de utilizar o dólar e desembaraçarmo-nos da moeda norte-americana. Eu sei que isso teria repercussões enormes, mas seria o único meio de libertar a humanidade da escravidão da América e das suas empresas", refere o líder da Al-Qaida na mensagem.
A 24 de Janeiro, o líder da Al-Qaida, num breve registo áudio, reivindicou o atentado falhado contra um avião de uma linha norte-americana no dia de Natal e ameaçou os Estados Unidos com novos ataques se aquele país continuar a apoiar Israel.
Na referida mensagem, Bin Laden também homenageou o "herói" Umar Faruk Abdulmutallab, o jovem nigeriano que tentou a 25 de Dezembro de 2009 fazer explodir o avião que efectuava um voo entre Amesterdão e Detroit
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
ONDE FOI PARA O AQUECIMENTO GLOBAL
Clima
Onde foi parar o aquecimento global?
O ano em que foi registrado o recorde de altas temperaturas na Terra não foi 2007 ou 2008, mas 1998. Nos últimos 11 anos não se observou um aumento das temperaturas do planeta. Ninguém previu isso, mesmo com o aumento das emissões de dióxido de carbono, gás que se pensa ser o responsável pelo aquecimento global.
Aqueles que não acreditam na mudança do clima da Terra argumentam que há ciclos naturais, dos quais não se tem controle, que determinam a temperatura do planeta. Mas qual a evidência disso?
A abordagem das pesquisas foi simples: verificar o comportamento do sol e a intensidade dos raios cósmicos nos últimos 30-40 anos e compará-los com a tendência de aumento da temperatura. Os resultados foram claros: “o aquecimento nas duas últimas décadas dos 40 anos pesquisados não pode ter sido causado pela atividade solar”, declara Dr. Piers Forster, da Universidade de Leads. Mas outro cientista, Piers Corbyn, da Weatheraction, discorda. Ele acredita que as partículas com energia do sol que chegam à Terra nos provocam um grande impacto.
De acordo com a pesquisa desenvolvida pelo professor Don Easterbrrk, da Western Washington University, os oceanos e a temperatura são correlatos. Os oceanos, segundo o professor, têm um ciclo de aquecimento e resfriamento natural. Nos anos 1980 e 1990, estávamos num ciclo positivo, isto é, de temperaturas mais altas que a média. As observações revelaram que, nesta época, a temperatura global era quente também.
Estes ciclos, no passado, duravam cerca de 30 anos.
Fontes: BBC News - What happened to global warming?
Onde foi parar o aquecimento global?
O ano em que foi registrado o recorde de altas temperaturas na Terra não foi 2007 ou 2008, mas 1998. Nos últimos 11 anos não se observou um aumento das temperaturas do planeta. Ninguém previu isso, mesmo com o aumento das emissões de dióxido de carbono, gás que se pensa ser o responsável pelo aquecimento global.
Aqueles que não acreditam na mudança do clima da Terra argumentam que há ciclos naturais, dos quais não se tem controle, que determinam a temperatura do planeta. Mas qual a evidência disso?
A abordagem das pesquisas foi simples: verificar o comportamento do sol e a intensidade dos raios cósmicos nos últimos 30-40 anos e compará-los com a tendência de aumento da temperatura. Os resultados foram claros: “o aquecimento nas duas últimas décadas dos 40 anos pesquisados não pode ter sido causado pela atividade solar”, declara Dr. Piers Forster, da Universidade de Leads. Mas outro cientista, Piers Corbyn, da Weatheraction, discorda. Ele acredita que as partículas com energia do sol que chegam à Terra nos provocam um grande impacto.
De acordo com a pesquisa desenvolvida pelo professor Don Easterbrrk, da Western Washington University, os oceanos e a temperatura são correlatos. Os oceanos, segundo o professor, têm um ciclo de aquecimento e resfriamento natural. Nos anos 1980 e 1990, estávamos num ciclo positivo, isto é, de temperaturas mais altas que a média. As observações revelaram que, nesta época, a temperatura global era quente também.
Estes ciclos, no passado, duravam cerca de 30 anos.
Fontes: BBC News - What happened to global warming?
domingo, 6 de dezembro de 2009
FELIZ NATAL PAZ AMOR E FELICIDADE

Natal... é tempo de comemorar !
Comemoremos a vida, a família,
os amigos e os nossos ideais.
Ah ! Como seria bom se nesse natal
pudéssemos realizar todos nossos sonhos.
Se pudéssemos enfrentar de cabeça erguida todos
nossos problemas e sairmos vitoriosos em tudo isso.
Como eu gostaria de poder realizar meu sonho
sentimental e nesse dia feliz encontrar quem eu,
por toda minha vida procurei.
Encontrar você... meu mais doce amor !
E juntos poderíamos navegar no embalo das músicas
natalinas, no soar de cada sino e brilharmos juntinhos
feito luzes de natal.
E tenha a certeza que esse dia,
seria o dia mais feliz da minha vida,
pois seria uma noite de grandes felicidades...
uma Noite de Natal.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
PARABÉNS AOS MEUS COLEGAS PROFESSORES

As bolas de papel na cabeça,
Os inúmeros diários para se corrigir,
As críticas, as noites mal dormidas...
Tudo isso não foi o suficiente
Para te fazer desistir do teu maior sonho:
Tornar possíveis os sonhos do mundo.
Que bom que esta tua vocação
Tem despertado a vocação de muitos.
Parece injusto desejar-te um feliz dia dos professores,
Quando em seu dia-a-dia
Tantas dificuldades acontecem.
A rotina é dura, mas você ainda persiste.
Teu mundo é alegre, pois você
Consegue olhar os olhos de todos os outros
E fazê-los felizes também.
Você é feliz, pois na tua matemática de vida,
Dividir é sempre a melhor solução.
Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida
O teu coração a cada dia,
Dando-te tanto prazer em ensinar.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Trabalho para os 3º ano Polivalente Tarde
sábado, 12 de setembro de 2009
O FORNO NOSSO DE CADA DIA

Aquecimento Global
O aquecimento global é o aumento da temperatura terrestre (não só numa zona específica, mas em todo o planeta) e tem preocupado a comunidade científica cada vez mais. Acredita-se que seja devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos em nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.
Há muitas décadas que se sabe da capacidade que o Dióxido de Carbono tem para reter a radiação infravermelha do Sol na atmosfera, estabilizando assim a temperatura terrestre por meio do Efeito Estufa, mas, ao que parece, isto em nada preocupou a humanidade que continuou a produzir enormes quantidades deste e de outros gases de Efeito Estufa.
A grande preocupação é se os elevados índices de Dióxido de Carbono que se têm medido desde o século passado, e tendem a aumentar, podem vir a provocar um aumento na temperatura terrestre suficiente para trazer graves conseqüências à escala global, pondo em risco a sobrevivência dos seus habitantes.
Na realidade, desde 1850 temos assistido a um aumento gradual da temperatura global, algo que pode também ser causado pela flutuação natural desta grandeza. Tais flutuações têm ocorrido naturalmente durante várias dezenas de milhões de anos ou, por vezes, mais bruscamente, em décadas. Estes fenômenos naturais bastante complexos e imprevisíveis podem ser a explicação para as alterações climáticas que a Terra tem sofrido, mas também é possível e mais provável que estas mudanças estejam sendo provocadas pelo aumento do Efeito Estufa, devido basicamente à atividade humana.
Para que se pudesse compreender plenamente a causa deste aumento da temperatura média do planeta, foi necessário fazer estudos exaustivos da variabilidade natural do clima. Mudanças, como as estações do ano, às quais estamos perfeitamente habituados, não são motivos de preocupação.
Na realidade, as oscilações anuais da temperatura que se têm verificado neste século estão bastante próximo das verificadas no século passado e, tendo os séculos XVI e XVII sido frios (numa escala de tempo bem mais curta do que engloba idades do gelo), o clima pode estar ainda a se recuperar dessa variação. Desta forma os cientistas não podem afirmar que o aumento de temperatura global esteja de alguma forma relacionado com um aumento do Efeito Estufa, mas, no caso dos seus modelos para o próximo século estarem corretos, os motivos para preocupação serão muitos.
Segundo as medições da temperatura para épocas anteriores a 1860, desde quando se tem feito o registro das temperaturas em várias áreas de globo, as medidas puderam ser feitas a partir dos anéis de árvores, de sedimentos em lagos e nos gelos, o aumento de 2 a 6 ºC que se prevê para os próximos 100 anos seria maior do que qualquer aumento de temperatura alguma vez registrado desde o aparecimento da civilização humana na Terra. Desta forma torna-se assim quase certo que o aumento da temperatura que estamos enfrentando é causado pelo Homem e não se trata de um fenômeno natural.
No caso de não se tomarem medidas drásticas, de forma a controlar a emissão de gases de Efeito Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente, e cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais (agora causadas indiretamente pelo Homem) alguma vez registradas no planeta.
A criação de legislação mais apropriada sobre a emissão dos gases poluentes é de certa forma complicada por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais (o qual manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas), o que torna também o estudo deste fenômeno ainda mais complexo.
Há ainda a impossibilidade de comparar diretamente este aquecimento global com as mudanças de clima passadas devido à velocidade com que tudo está acontecendo. As analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossauros. O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa, por todo o planeta tanto no nível da fauna como da flora. Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos, nos quais prevêem que tanto os ecossistemas naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo.
Fonte: educar.sc.usp.br
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